Sovena muda marca corporativa e viaja às origens para alimentar o futuro

O grupo dono do Oliveira da Serra e do óleo Fula mudou a sua imagem empresarial para posicionar a marca do grupo perante os novos desafios.

A Sovena foi beber às suas raízes para projetar a marca para o novo desafio: alimentar o futuro. Depois de mais de uma década, o grupo dono dos azeites Oliveira da Serra e Andorinha ou dos óleos Fula e Vegê renovou a sua identidade corporativa. “Temos plena consciência de que, se queremos continuar a alimentar os próximos cem anos, precisamos de nos aproximar cada vez mais do que é e será valor para os nossos clientes, consumidores e para o planeta. Daí a importância de inovar constantemente”, justifica Jorge de Melo, CEO do grupo Sovena. A agência With Company criou a nova marca do grupo presente com 1200 colaboradores. Em 2019, faturou 1200 milhões de euros e vendeu mais de 200 mil toneladas de azeite.

A mudança surgiu de uma simples constatação. “Por melhor que ela fosse (e era), a marca não conseguiu acompanhar a evolução dos nossos negócios e marcas ao longo do tempo”, diz Jorge de Melo. “Tomámos a decisão de mudança antes da pandemia, mas a persistência levou-nos à implementação do projeto em tempos já atípicos. Numa empresa como a Sovena, é preciso esta ambição e perseverança de não desistir perante as adversidades. Foram estas características que nos trouxeram aqui e nos permitiram ser hoje uma empresa que atua em todas as fases da cadeia de valor, em mais de 70 países, com as melhores práticas e procura contínua de inovação ao nível de produto, packaging e negócio”, refere o gestor do grupo que em julho anunciou a compra no Chile de 25% do produtor de azeite Soho Comercial.

Havia, porém, que projetar a marca para o futuro, alinhá-la com a estratégia do grupo, dando visibilidade ao facto de ser mais do que um produtor de azeite e incorporando os temas de sustentabilidade. Na produção, por exemplo, o grupo tem procedimentos que levaram ao zero desperdício. Havia ainda que promover a relevância da marca no mercado externo e catalisar as pessoas para objetivos comuns. E nada como começar esse envolvimento quando se semeia a nova identidade. “Trabalhámos com a empresa portuguesa With Company, mas foi um verdadeiro trabalho de equipa, pois fizemos questão de participar ativamente em todas as etapas. O trabalho durou meses e contou com o envolvimento das nossas pessoas (num âmbito global), muitas entrevistas com clientes e parceiros, conversas com estudiosos sobre alimentação e chefs, brainstorming, estudos de consumidores, etc.”, descreve o CEO. “A nossa inspiração, além de acompanharmos e de nos preocuparmos em responder da melhor forma possível aos anseios atuais e futuros de clientes, consumidores e do planeta, foi a nossa trajetória, raízes e a força e potencial deste grupo para continuar a evoluir por muitos mais anos”, destaca. A Sovena tem nova assinatura: Feeding Futures (alimentar os futuros). Como é que o grupo – só em Portugal tem 10 mil hectares de olival, além de campos em Espanha e Marrocos – se propõe cumprir essa promessa? “Queremos acompanhar e até antecipar os próximos passos da alimentação global. Para reinventar não é preciso inventar. O regresso às tradições do cultivar, do fazer, do cozinhar e do comer vai ajudar a definir estes próximos passos da alimentação. Afinal, um bom alimento será sempre e cada vez mais valorizado e muitas vezes, o trazer de volta é a atitude mais revolucionária.” Significa isso que querem dar passos em novas categorias de negócio além do azeite, do óleo e do sabão (Clarim)? “Temos por exemplo azeitonas de mesa, piri-piris, vinagres e óleos especiais (abacate, coco, etc.). Não queremos sair do nosso core business, mas há sempre muita margem para ampliar sem perder o foco.”

Fonte: Dinheiro Vivo 

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